Faz tempo que não apareço por aqui não é mesmo? Mas... antes tarde do que mais tarde... 😁
Nessas férias de final de ano não tínhamos nada programado mas acabamos dando apenas uma escapada até Timbé do Sul no final de semana de aniversário de casamento.
Não, não... não fizemos nenhum passeio romântico, mas em família.
Timbé do Sul é uma cidade bem pequena de aproximadamente 5 mil habitantes, pertence à região turística e projeto Geoparque Caminhos dos Canions do Sul que abrange municípios de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Uma bela região com paisagens de serra, muitas montanhas, cachoeiras, rios e piscinas naturais com água cristalina.
A cidade oferece poucas atrações, mas a região tem bastante. Certamente vale a estadia por lá.
Dos locais que visitamos em Timbé do Sul:
1. Cachoeira da Cortina
2. Cachoeira do Rio do Salto
3. Cachoeira Véu de Noiva
4. Mirante
5. Poço do Caixão
6. Poço do Violão
7. Trilha do Portal do Palmiro (trilha pela mata, cachoeiras, paleotocas e banho de rio)
Dos locais que mais gostei sem dúvida ca cachoeira da Cortina e o Poço do Violão (apesar de todos os pesares 😟)
Tivemos alguns perrengues e algumas roubadas que serão descritos na atração, sugestões e cuidados que nem sempre lembramos ou acreditamos que vale a pena. Como eu disse, viagem completa é aquela que nos faz conhecer até o hospital da cidade! 😂😂
1. Cachoeira da Cortina
Só vai!!! É lindo demais!!
Antes de ir eu li alguns relatos no google falando sobre o acesso ser difícil e ter muita pedra solta no caminho, mas gente é uma estrada de chão! Óbvio que tem pedra solta.
O acesso é fácil, nós estávamos com um carro 4x4, mas quando estávamos saindo da entrada da trilha um Fiat Uno estava estacionando, então é tranquilo para carro mais baixo.
Talvez em época de chuva seja mais difícil para alguns carros ou até mesmo sem tração. Ah, e faz diferença também a mãe que está no volante... 😜
É possível chegar de carro até o portal que dá início à trilha.
A trilha é tranquila também, nível fácil e super curtinha, acho que uns 600 metros.
O visual da cachoeira é magnífico! Ela tem 52 metros de altura. Esse acesso é na parte inferior, ou seja, é possível tomar banho no poço que se forma. Existe outra trilha que dá acesso a parte de cima, mas não tivemos interesse.
Precisa dizer que a água da cachoeira é gelada? Ninguém vai me perguntar isso não né?
A força da queda é absurda! Chega a doer os ouvidos e adormecer o corpo...
O período que ficamos ali não tinha mais ninguém, então nos divertimos bastante e com tranquilidade.
Sem um calçado ideal para andar no riacho, afinal as pedras são bem lisas, estávamos todos de havaianas.
1º perrengue da viagem: Havaianas já não são a mesma. Solado mole e tiras que se soltam com muita facilidade.
Um pé que escorrega e uma lambada de lateral na pedra. Nada grave, mas dolorido.
2. Cachoeira do Rio do Salto
Relativamente perto, 16,7 km de onde estávamos, aproximadamente 25 minutos... bora lá!
Sabe quando lá em cima eu falei das roubadas? Quem nunca se meteu numa dessas que faça o primeiro pix!
Indicação de alguém que conversei na pousada que ficamos, lugar lindo... blá blá blá...
| Expectativa |
Falo nada, veja a foto... se rir não vai pro céu! 😎
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| Realidade |
Acredito que deve ser bem bonita em época de chuva, assim como mostram algumas fotos no Google.
3. Cachoeira Véu de Noiva
Não só é perto como é praticamente o mesmo lugar!
Na verdade estacionamos o carro em um local próximo a estrada, que tinha uma lanchonete fechada. Daí tinha uma cascata no fundo, nem demos bola e seguimos a pequena trilha pra chegar no Poço do Violão. 1 minuto de caminha depois, atravessamos o riacho e tcharam... chegamos ao Poço do Violão.
4. Mirante
Saímos para comprar pão enquanto os meninos tomavam banho, fomos até o centro da cidade e quando voltamos demos uma esticadinha... vamos ver só mais ali na frente, só mais um pouquinho e assim subimos a serra da Rocinha.
A vista é deslumbrante! E nós bem turistas, paramos já na primeira oportunidade pra bater foto, e quanto mais sobre, mais massa vai ficando, claro.
Tem várias placas de trecho interditado, mas não entendemos já que estava fluindo. Mas no outro dia quando fomos levar os guris até o mirante, entedemos. O trânsito ficava interrompida algumas horas já determinadas para explosão de pedras, estão arrumando a estrada.
O final de tarde é lindo, o sol reflete nas montanhas e fica com um tom dourado. A realidade é muito mais bonita que a foto.
5. Poço do Caixão
O Poço do Caixão é local de pouso de asas-deltas que partem do Morro das Antenas, mas nunca houve por lá alguma tragédia não... Na verdade o nome já é bastante antigo, desde a época dos tropeitos.
O que originou o nome é na verdade o seu formato natural que tem o formato de ma grande caixa.
Foi aqui que nos hospedamos, é pousada e camping. Ah, e tem restaurante e sorveteria.
Pegamos uma casinha com 2 quartos, banheiro, cozinha/sala. Equipada com o essencial: fogão, microondas, geladeira, panelas, louças... e tem até o básico (sal, açucar, sal grosso).
Possui também 2 chalés de madeira, mas já estavam locados quando liguei. Tem um parquinho infantil, local arborizado, bem gostoso.
A comida do restaurante eu não gostei e nem recomendo, e não vale nem os 30 pila por pessoa. Sem falar que 1 jarra de suco e 1 coca 600ml custou 30 reais! 😗
A sorveteria é uma gracinha, tem uma boa variedade de sabores, achei bem saboroso e o preço banaca.
Abaixo a primeira foto é do Rio Serra Velha que forma o Poço do Caixão na segunda foto.
6. Poço do Violão
IM - PER - DÍ - VEL!!!
Não dava tanto, mas foi uma tarde incrível!!
Por sorte que temos, não tinha ninguém e ficamos ali sozinhos a manhã inteira. Eduardo só disse: "Nunca imaginei que eu iria me divertir tanto em um poço de banho".
A água é assim, como nas fotos mesmo. Não é filtro, não é balanço de cor, é real mesmo!
Estivemos aqui 2 vezes no mesmo dia. Viemos pela manhã, saímos e fomos até a cachoeira do Rio do Salto e depois voltamos (mesmo com chuva).
A tarde estava quente, mas nublado, como a trilha conta uns 20 passos, o corpo não está quente, então o choque térmico é menor. Mesmo a água sendo gelada, afinal a cahoeira tá uns 50 metros antes, estava muito agradável.
O riacho que tem que atravessar é esse da primeira foto, água na altura do tornozelo, mas cuidado que as pedras são muito escorregadias.Quando a chuva engrossou, e já estávamos cansados é que chegou um grupo de umas 10 pessoas, então resolvemos sair. Quando estávamos atravessando o riacho pra voltar é que aconteceu o 2º perrengue.
Meu pé (com chinelo havaianas) escorregou na pedra, (sim, eu sei que pedra de rio é super lisa), e o pé quando escorregou de uma pedra se enfiou de baixo de outra e como resultado... minha unha do dedão virou para trás. 😫
Vantagem é que já estávamos saindo mesmo e o hospital ficava no caminho pra pousada. Cidade pequena, atendimento rápido. Escutar um: "Esse povo da cidade vem pra cá e dá nisso", não tem preço... 😂😂
Eu já estava pra comprar aquelas sapatilhas para trilha, mas achava bobagem. Em Goiás, nas trilhas de cachoeira já havia percebido que seria mais fácil do que aquele tira tênis - seca pé - coloca tênis.
Mas depois desse incidente, é item obrigatório para a próxima viagem. Por sorte, não quebrei o dedo e nem precisou arrancar a unha toda. Apenas cortamos a parte que virou para trás. Ufa!
Agora se depois dessa eu voltaria lá? Óbvio! Mas não com havaianas... 😜
O lugar é uma delícia!! Gratuito, na beira da estrada...
7. Trilha do Portal do Palmiro (trilha pela mata, cachoeiras, paleotocas* e banho de rio)
Alguns disseram que era paga, só feita com aguia, outros que podia ir sozinho.
Seguinte, a trilha fica dentro de uma propriedade e quem faz o guiamento é o sr. Valdivino, morador e guia permanete.Tem outras agências que também fazem, mas sozinho não.
Fizemos aproximadamente 7 km de caminha com as crianças e foi super tranquilo. O tempo voa e o cansaço nem chega, quando começa a aparecer tu já tá dentro da piscina natural no rio, relaxando e depois é só ir embora.
As crianças adoraram tudo, a trilha, a aventura, a paleotoca deixou todos fascinados.
Primeira foto dentro da paleotoca e a segunda na cachoeira das Bromélias.
* Paleotoca é um abrigo subterrâneo escavado por mamíferos da megafauna, ou animais gigantes, extintos e que viveram na era pré-histórica.
Foi curtinha, mas foi ótima e uma das coisas mais importantes é que estamos criando boas memórias com as crianças.
Na volta o Rafa queria passa na Fluss Haus, então fizemos um trajeto e passamos por Orleans e paramos no Museu ao Ar Livre
. Confere o post.
***** Viagem realizado em janeiro de 2023. Fotos sem edição. *****
















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